A mãe, mulher e profissional

24/05/2016

Nos últimos anos o lugar da mulher na sociedade vem passando por uma revolução.

Podemos ressaltar a entrada no mercado de trabalho, as liberdades de escolha amorosa, profissional, maternidade e divórcio, tais situações, influenciaram o modo da mulher ser.

E apesar de no dia 8 de março de 1857 mulheres americanas terem feito uma passeata em prol de melhores condições de trabalho, melhores salários e carga horária reduzida, algo que foi tão forte que acabou por se tornar a data em questão, pouca coisa mudou.

Sim, temos mais oportunidades de trabalho, bons trabalhos, altos cargos e melhores salários.

Hoje há pouca diferença entre homens e mulheres no mercado profissional. Entretanto, a mulher ainda trabalha muito e mais que os homens, tanto que dificilmente chega em casa e pode relaxar diante da TV, pois há uma casa para arrumar, roupas para lavar, jantar para fazer e quando há crianças, filhos para serem cuidados. Assim, a mulher é profissional, mãe, dona de casa, esposa e ainda tem que estar linda em todos estes eventos.

Os padrões de exigência da sociedade são altíssimos, e independente do sexo, todos somos expostos a este padrão. Beleza, sucesso profissional e pessoal, são impostos como dever e única forma de ser feliz. Mas será isto possível? Será que tem como coordenar estas três esferas tão amplas e distantes umas das outras com mestria?

Ser mãe é uma tarefa dura e ampla, é olhar os filhos, estar atenta as suas necessidades, acolhê-lo e impor limites. É muita coisas para se fazer sozinha. Um parceiro que divide a tarefa facilita muito as coisas. Dentro de uma família duas funções precisam ser exercidas simultaneamente: a função materna e a função paterna.

A função materna é o acolhimento, a recepção das angústias, a contenção das dores e aflições emocionais. A função paterna é a lei, a regra, a disciplina, é o que impõe o não e agüenta a birra que provem dele sem se desestruturar. Isto são funções, não papeis.

Uma mulher pode desempenhar melhor a função paterna do que a materna. Ou o contrário. O que importa é que as duas funções sejam desempenhadas, independente de quem quer que seja. E aqui vale uma avaliação: o que vem mais de encontro com a sua personalidade? Você se sente mais tranqüila no exercício do acolhimento ou da regra? O que combina com você, com seu estilo e jeito de ser? Encontrar esta função depende desta avaliação e seguí-la diminui a exigência maluca que a sociedade nos faz.

E a beleza, como se manter bonita e atraente? Talvez caiba em primeiro lugar reavaliar o que é beleza, o que vai tão além do físico, e que tem muito mais haver com gostar de si mesmo do que estar toda sarada. Exercícios físicos são positivos, saudáveis, mas fazê-los sem prazer, por obrigação, vale a pena? Se gostar também indica se cuidar, mas de maneira que lhe seja agradável, e no tempo que lhe é possível.

No campo profissional, cada vez mais exigente e difícil de se firmar, fazer faculdade já não basta, o currículo tem que ser recheado de cursos, pós graduações e congressos. Parece que por mais que se faça, ainda é pouco. Contas para pagar, um orçamento alto, como se manter? Parece que somente trabalhando, e muito, é que se faz possível ter um lugar ao sol.

São três tarefas intensas, não é mesmo? Tem como conciliá-las?

Há que se ter prioridades. A vida é um contínuo de situações, os momentos mudam e as necessidades de cada fase também. Querer conciliar um alto grau de dedicação ao trabalho, se manter em atividades físicas intensas e ser uma ótima esposa (namorada ou amiga) e mãe é tarefa demais para corpo de menos. Mas creio que se a vontade de ser boa mãe, esposa e profissional for tamanha, nada a impedirá de conseguir, Somos aquilo que determinamos querer ser. Depende de controle e organização, siga o coração e tudo vai dar certo.

Ter prioridades é analisar o momento da vida em que está e ser honesta com você mesma em responder o que é fundamental neste momento. O que você não pode deixar passar? Cada pessoa terá uma resposta única para isto, independente da escolha que fizer, haverão criticas, aqueles que discordarão, que te mostrarão outras necessidades. Mas é a sua vida, é a sua escolha. Tudo, não tem como. Mas o que você entende que neste momento não pode deixar de lado?

Lembre-se que a vida não vai sair correndo, se os seus filhos estão pequenos, talvez eles precisem muito mais de você do que o seu trabalho. E o trabalho não vai desaparecer neste tempo, talvez não se torne a profissional que gostaria agora, faça outra coisa paralela aonde você tenha tempo de ser mãe e profissional (trabalho de casa). Mas o que é fundamental, o que verdadeiramente vale abrir mão? Isso só você pode decidir.

Da mesma forma a profissão, há momentos em que se você não se dedicar as conquistas não vem. E daí os filhos, a casa e a beleza terá que ficar em planos diferentes, cada um com seu grau de importância.

Sair da roda viva da ansiedade, entender que o melhor que podemos fazer é viver cada etapa conforme suas necessidades, é se assumir humano. É puxar o freio de mão do carro da vida que está desgovernado e entrar em um caminho, sabendo que outras estradas, naquele momento, não poderão ser seguidas. Mas ainda aposto no poder do "ser humano" de ser empenhado em multi tarefas. E não falo apenas das mulheres.

Qual é seu desejo? Siga-o!

Sucesso em sua jornada.

Adriana Hage

Coach
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Última modificação em Ter, 24 de maio de 2016 21:20


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Portal Entre Elas



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